Você não quer consistência
Escrevi e mandei esse texto pra minha lista de e-mails quando estava recuperando de uma cirurgia.
Tô em casa ainda recuperando. É um pouco estranho porque faz uns 4 dias que não ponho o nariz pra fora do portão.
Estranho porque eu saio de casa pelo menos pra ir na academia de manhã, no mínimo dar uma caminhada.
Tenho tido uma frequência e consistência grande em fazer exercício e me lembrei o que me levou a isso.
No começo de 2024 rolou uma imersão de final de semana aqui em casa. Às vezes (maioria das vezes) gosto de fazer a seguinte pergunta:
“Se um milagre fosse rolar até o final desses dias que estamos juntos, qual seria?”
E dependendo do grupo que está comigo, acabo participando da brincadeira também.
Meu milagre nesse dia foi: “queria voltar a me apaixonar por esporte.”
Não foi “quero ter consistência na academia” nem “quero barriga de tanquinho”.
A gente tende a se apegar demais aos resultados, achando que eles vão trazer alguma felicidade ou bem-estar pra gente.
Não vou entrar no mérito disso agora e apenas dizer que isso é mentira (e provavelmente no fundo você já saiba disso).
Quando a gente se apega demais ao resultado, tudo que pensamos que queremos gira em torno de conseguir o resultado, às vezes até de forma disfarçada. Como por exemplo “querer ser consistente”.
Na verdade a gente não quer ser consistente p$$@ nenhuma.
A gente tá apegado ao resultado.
Agora quando a gente tá curtindo o que tá fazendo, tá presente, tá no flow, a gente naturalmente faz mais daquilo.
Consistência é consequência.
E com isso vem os resultados também.
Quando fazemos as coisas com leveza, sem obrigação nem um apego sobre uma promessa de felicidade futura, fazemos mais daquilo. E somos mais consistentes. E temos mais resultados.
Às vezes podemos contar com uma ajuda pra fazer isso.
Abração,
Robin.
PS: Se quiser receber textos como esse por e-mail, escrevo por aqui: br.robintaffin.com/inscricao