Qual a intensidade de problemas?
Tava eu lá, de boa, e sem pensar muito levantei do sofá da sala do apartamento que estava em Lisboa pra ir pro quarto preparar minha mala pra ir pra Bilbao. Sentei na cama e ouvi um - creque - sentei em cima da tela do meu MacBook.
Puta cagada! - foi o que pensei. E não tem descrição melhor.
Em outros tempos ia bater um desespero maior, mais barulho, menos resolução. Dessa vez teve barulho, mas não era ensurdecedor.
Falo dessa vez, porque teve uma outra vez que aconteceu uma coisa semelhante. Uns dez anos atrás amarrei minha mochila numa moto de 100 cilindradas e atravessei o Vietnã. A tela daquele MacBook não sobreviveu a viagem - então já sabia que dessa vez o preço do conserto seria por volta de metade do preço de um MacBook novo.
Puta cagada!
A intensidade do problema daquela vez foi muito maior. Foi sim, ensurdecedor.
Com bem menos barulho na cabeça, apesar de poucas horas para pegar o avião, comecei a enxergar possibilidades. Num espaço de 30 min já estava em uma loja de reparos fazendo orçamento. Era só uma das várias opções.
O ponto aqui é: quanto menor o barulho sobre problemas, mais ouvimos as soluções.
Abração,
Robin.
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