Coisas trazem coisas
Mono ga mono wo yobu
(物が物を呼ぶ)
Bom dia!
Quando eu viajo, vou só com mala de mão. Não gosto de despachar mala.
E não importa se é um final de semana ou um ano (que foi o caso em 2014 quando fiquei um ano de sabático dando volta ao mundo).
Como vocês sabem, moro no interior e vou pra São Paulo com frequência, então essa obsessão de como consigo levar menos é uma coisa que é constante na minha vida.
Poderia até dizer que sou minimalista, mas não é uma coisa forçada, é simplesmente uma coisa que me encanta:
Como consigo ter menos sem perceber o impacto?
Ou melhor:
Como ter menos é melhor?
Aí o outro dia me deparei com esse conceito do minimalismo moderno japonês: 物が物を呼ぶ (Mono ga mono wo yobu).
“Coisas trazem coisas”
Tudo que a gente traz pra nossa vida traz coisas anexas junto, por exemplo:
Se eu compro um carro, por um lado estou trazendo também, um alto desembolso financeiro, viagens ao posto de gasolina, necessidade de estacionamento, manutenção, seguro, IPVA, etc.
Por outro lado estou trazendo facilidade para ir ao supermercado, para viajar, comodidade para me locomover (especialmente na chuva), etc.
O ponto aqui não é sobre ter nada, mas sobre ter noção de tudo que é envolvido quando trazemos algo pra nossa vida pra gente tomar uma decisão com mais consciência de acordo com nossas preferências.
Não existe uma decisão correta, existe a que parece melhor pra você no momento que você está agora.
Quando a gente expande esse conceito, a gente pode se aprofundar filosoficamente e atingir uma outra camada, talvez mais profunda.
Vamos pegar o julgamento por exemplo.
Se eu trouxer julgamento pra uma situação também trago comparação, opinião, ego, insatisfação, desconexão, resistência, etc. que por sua vez trazem mais um monte de outros pensamentos.
No final das contas, quando exploro isso tudo e trago o que realmente faz sentido pra mim e pra minha vida por motivações intrínsecas e não fatores externos, percebo que acabo tendo uma vida infinitamente mais leve.
Essa leveza além de fazer minha vida bem mais agradável, acaba transcendendo minha própria realidade e impactando as pessoas a minha volta.
Imagina se você vivesse assim?
Imagina se todo mundo vivesse assim?
Abração,
Robin.
PS: O Mind SPA nasceu dessa forma de olhar.