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Bem-te-vis e pensamentos

Todo dia de tarde tem um bem-te-vi que vem tomar banho na minha piscina. Talvez ele esteja bebendo água ou caçando algum inseto que se afogou na piscina (que está sempre limpíssima(?) graças ao Vadinho) - Enfim, eu gosto de imaginar que o bem-te-vi está se banhando, mantendo a higiene em dia.

Ele chega em casa, pousa no varal de luzes em cima da piscina, pia, e dá um mergulho. Sai d'água e pousa na escada. Mais alguns pios e mergulhos e depois sai voando. Se estou na parte de fora de casa, às vezes eu falo com ele. Não sei se os pios dele são respostas, questionamentos ou ofensas. Apesar de ter aprendido a entender o Vadinho, ainda não entendo sobre o que o Ben (nome original que acabei de dar ao bem-te-vi) pia. Mas o que ele está piando ou deixando de piar é irrelevante, seria só uma história a mais ou a menos na minha vida.

Nossos pensamentos são a mesma coisa. Histórias. Às vezes divertidas, às vezes assustadoras, mas independentemente do que tiver rolando, são apenas histórias, nunca verdades.

Quanto mais lembro disso, mais minha relação com meus pensamentos são como minha relação com o Ben(-te-vi); eles vem, batem um papo comigo e se vão, sem deixar marcas ou rastros.

Minha vida é mais leve assim.

Qual pensamento você pode deixar sair voando que tornaria sua vida mais leve?

Abração,
Robin.

PS: Se quiser receber textos como esse por e-mail, escrevo por aqui: br.robintaffin.com/inscricao